Você já deve ter ouvido falar em Open Banking, certo? O chamado Open Banking veio para revolucionar ainda mais a vida financeira dos brasileiros, sejam as pessoas físicas ou sejam as empresas. Com uma maior competição e transparência entre as instituições financeiras, a tendência é uma melhora de produtos e de custos para o cliente final. É bom para todo mundo!
O que é Open Banking?
No dia 1º de maio de 2020, o Banco Central, em conjunto com o Conselho Monetário Nacional, regulamentou o Open Banking no Brasil. As instituições colocaram como prazo inicial para a implantação da 1ª fase, o dia 30 de novembro de 2020. Já o prazo estimado para seu término é outubro de 2021, dividido em quatro etapas. Vale lembrar, no entanto, que esses prazos estão sendo alterados com freqüência e o término, atualmente, está previsto para 2022.
Para explicar o conceito do Open Banking, vamos explicar de uma forma bem simples. Atualmente, quando você ou sua empresa abre uma conta no Banco X, este banco se torna, assim, o único detentor das informações sobre as transações e as movimentações financeiras que você fizer através dele. Em outras palavras, se torna praticamente impossível outras instituições terem acesso à esses dados, mesmo que você queira compartilhá-los.
Porém existe uma lei denominada LGPD (Lei Geral da Proteção de Dados). Esta lei determina que o dono de toda informação de uma pessoa, física ou jurídica, é ela própria – e não uma instituição terceira como um banco, por exemplo.
Essa mesma pessoa, se assim o quiser, pode compartilhar esses dados com quem julgar interessante. A partir deste conceito, surgiu a idéia do Open Banking. Ele irá permitir que – com a autorização do usuário – os bancos compartilhem com outras instituições financeiras (qualquer instituição que esteja sob a regulamentação do Open Banking). As informações a serem compartilhadas serão o cliente que irá decidir e a instituição não pode se negar a passá-la.
Segurança no Open Banking
O compartilhamento de dados entre as instituições financeiras será feito através da abertura e da integração dos sistemas que elas utilizam. Será de uma forma totalmente segura e criptografada através de Interfaces de Programação de Aplicação – também conhecidas por APIs. Portanto, não há riscos.
Como as empresas podem se beneficiar do Open Banking?
Da mesma forma que as pessoas físicas, as empresas também podem permitir o compartilhamento de seus dados entre as instituições financeiras. Isso irá permitir que novos modelos de negócios venham a surgir no mercado, com novos produtos e novos formatos, para atrair e fidelizar os clientes.
Sabemos que os clientes empresariais são os mais rentáveis para os bancos e, dessa forma, acredita-se que a competição por esse cliente será a mais acirrada.
Novos competidores
O Open Banking permitirá que, além dos bancos tradicionais, surjam outros competidores no mercado de produtos financeiros para empresas. As Fintechs, por exemplo, já vem atuando nesse mercado e a tendência é que ganhem ainda mais espaço.
E-commerces também serão beneficiados com o novo conceito, oferecendo novos formatos de pagamento e de cobrança, por exemplo. Empresas especializadas em crédito empresarial também serão beneficiadas pois, ao conhecer melhor os clientes, poderão oferecer condições diferenciadas e mais vantajosas ao mercado.


