Saiba comprovar renda para financiar um imóvel

Equipe Conexão Financeira - 30/08/2021

Conheça as alternativas aceitas pelos bancos e, ainda, boas práticas para facilitar a aprovação do seu crédito sem muitas intercorrências.

São comuns e frequentes os questionamentos das pessoas sobre como podem comprovar que possuem a renda necessária para financiar a compra de casas e apartamentos baratos .

Essas dúvidas surgem especialmente entre trabalhadores autônomos e profissionais liberais cujo fluxo de renda é variável.

A fim de sanar algumas dessas dúvidas, este artigo mostrará as alternativas aceitas pelas instituições bancárias para comprovar renda para financiar um imóvel.

E, além disso, também traremos algumas boas práticas que irão facilitar ainda mais a aprovação do seu crédito junto ao banco sem muitos contratempos.

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1. Explicando o conceito de comprovação de renda…

O termo “comprovação de renda” é muito fácil de entender.

A expressão engloba toda a documentação necessária que garanta às instituições financeiras que você é capaz de arcar com o pagamento integral de um empréstimo com a sua renda mensal.

A aquisição de casas e apartamentos à venda geralmente envolve o início de uma obrigação de longo prazo contraída junto a uma instituição financeira e em valores normalmente elevados.

Isso porque são poucas as pessoas hoje em dia que têm dinheiro em caixa para pagar integralmente um imóvel sem a ajuda de nenhum tipo de empréstimo.

Hoje em dia, uma pessoa até consegue comprar um automóvel sem financiamento e sem ter que comprovar renda ao vendedor do veículo.

Porém o mesmo não ocorre com uma propriedade.

Em geral, no financiamento de casas para vender, é exigido um pagamento inicial, chamado de “valor de entrada”, de 20% do preço total da propriedade se quitada à vista.

Os 80% restantes até podem ser pagos em parcelas mensais.

Porém há a obrigatoriedade de que essas parcelas mensais não comprometam mais de 30% da renda do comprador no caso de aquisição de um empréstimo.

Esse é outro motivo, inclusive, pelo qual os bancos precisam de um comprovante de renda.

Afinal, só assim as instituições bancárias conseguem garantir que os ganhos mensais do tomador do empréstimo comportam adequadamente essas prestações.

2. Comprovando a renda para um financiamento de imóveis…

A documentação requerida por instituições bancárias para a comprovação de renda em financiamentos imobiliários pode incluir, entre outros documentos:

  • Contracheques, no caso de pessoas que recebam salários fixos, como servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.

O contracheque serve como um comprovante do salário mensal emitido pelo local de trabalho do interessado pelo financiamento;

  • Declaração do Imposto de Renda do último exercício com recibo de entrega.

Caso você necessite de uma segunda via, é só fazer a solicitação em algum posto da Receita Federal;

  • Último semestre de extratos bancários mensais (de todas as contas) de pessoas jurídicas e físicas; e
  • Relação de faturamento dos últimos doze meses caso o interessado pelo empréstimo seja um trabalhador autônomo, empresário ou profissional liberal.

Para profissionais liberais, recomenda-se separar entre a documentação necessária também a carteira profissional emitida por órgãos fiscalizados da profissão, como a OAB, o Crea, etc.

Uma outra opção para autônomos comprovarem o seu faturamento médio mensal é por meio da Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos, também conhecida como Decore.

Essa declaração tem caráter oficial e é emitida por um contador que afere os rendimentos do trabalhador autônomo durante um certo período de tempo.

Importante ressaltar aqui que, apesar de muitas pessoas acharem que profissional liberal e trabalhador autônomo é a mesma coisa, há diferença entre os dois.

Diferentemente dos trabalhadores autônomos, os profissionais liberais podem ter vínculo empregatício com uma ou mais empresas.

A semelhança entre ambos é que os dois tipos de profissionais podem atuar por conta própria.

Além da renda, os bancos levam em consideração para liberar crédito outros fatores, como o score.

Esse “score” se baseia em uma cotação que define, para cada pessoa, um histórico de bom ou mau pagador.

Quanto mais alto o score de uma pessoa, maior a confiança das instituições financeiras na capacidade dela em honrar com empréstimos.

Esses empréstimos podem ser tanto financiamentos automotivos, como imobiliários e até mesmo os relacionados a crédito pessoal.

3. Fazendo um financiamento imobiliário sem comprovação de renda…

A despeito do que muitos possam pensar, é possível fazer um financiamento de imóveis sem apresentar nenhum tipo de comprovação de renda.

Contudo, o interessado pelo financiamento precisa ter, no mínimo, um relacionamento muito bom com a instituição financeira responsável pela concessão do crédito.

E, ao ressaltar esse “relacionamento muito bom”, é importante fazer referência ao fato de que essa boa relação se baseia sempre em um fato.

O fato é de que o banco provavelmente já tenha uma renda apurada no sistema do interessado pelo empréstimo.

Além da renda, o banco deve poder olhar para os extratos bancários da pessoa e perceber que ela costuma honrar com os seus compromissos financeiros sem atrasos.

E, também, saber que a pessoa não costuma ficar com a conta negativa ou com o nome no SPC/Serasa, por exemplo.

No entanto, apesar de ser possível obter um financiamento sem comprovação de renda, apenas tendo uma boa relação com o banco, é interessante ressaltar algo essencial.

A regra geral é realmente que a pessoa interessada em um financiamento imobiliário possa comprovar, de fato, a sua renda.

Cada caso é um caso, e as instituições financeiras sempre vão precisar analisar a situação financeira de cada pessoa.

E isso independe dela ter ou não comprovação de renda.

4. Analisando a documentação necessária para o financiamento imobiliário…

Não é apenas a comprovação de renda que é exigida por uma instituição financeira antes de conceder um financiamento a alguém para a aquisição de casas para vender.

Há, ainda, outros documentos necessários para a concessão do crédito, como:

  • Documentos pessoais originais (CPF e RG);
  • Certidões de nascimento ou de casamento/união estável;
  • Comprovante de residência;
  • Certidão negativa de débitos perante à União;
  • Cópia da carteira de trabalho, extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e autorização para movimentá-lo, somente se o fundo for usado na compra do imóvel; e
  • Documentação da propriedade financiada (que pode incluir a matrícula certidão de quitação do Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU).

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