Diversas são as razões pelas quais uma pessoa pode acabar endividada. Como um problema inesperado, um tratamento de saúde ou um cano que estourou em sua casa. Para fugir desses débitos é possível usar o FGTS para acordo de dívidas.
Sendo preciso para isso analisar um conjunto de questões, incluindo até mesmo a natureza de tal dívida. Podendo estar associada a algum empréstimo para levantar o seu negócio próprio, contando um número relevante de juros associados a tais parcelas.
Algo que durante sua previsão de contas parecia ser um valor adequado. Porém, caso o seu negócio não se ache como o previsto, é possível que falte capital mensal para arcar com esse débito, permitindo assim com que esse déficit se torne ainda mais impactante.
Capaz de impedir até mesmo em apostar nos investimentos necessários para que esse negócio em questão consiga conquistar bons resultados. Como uma nova empresa de projetos elétricos, que precisa de uma ótima divulgação para se destacar no mercado.
O problema é que uma alta taxa pode acabar por tornar tais dívidas muito maiores, colocando o cliente em uma situação de inadimplência, por não ter como arcar com uma dívida que saiu do seu controle, colocando em risco o seu patrimônio.
Pois dependendo do investimento, é possível que tal pessoa possa ter dado como seguro a sua casa própria, ou até o mesmo o espaço utilizado para a comercialização dos seus produtos ou serviços, em relação ao seu empreendimento recém-aberto.
Sendo uma opção até mesmo fazer uma avaliação de bens imóveis, para que a venda de algo do seu patrimônio pessoal possa ser o suficiente para arcar com tais dívidas enormes, limpando o nome do indivíduo no mercado, e garantindo a segurança do seu espólio.
O melhor conselho para evitar que seus débitos bancários cheguem a números tão exorbitantes, é através da liquidez deles enquanto eles se encontram em um valor baixo, antes que a aplicação de juros compostos seja feita em cima desse montante.
E uma opção para se arranjar um capital rápido, para dar fim a tais dívidas, é por meio do saque do seu FGTS, um direito do trabalhador brasileiro que vem se destacando nos últimos anos como uma opção favorável em relação à conclusão de suas dívidas.
Como funciona o FGTS?
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi criado em 1966 com o objetivo de garantir uma proteção em relação aos trabalhadores. Assim, em casos de demissões sem justa causa, ou seja, quando não existe razão para o corte desse funcionário em uma empresa.
Agindo então como uma reserva para tais trabalhadores, com esse montante sendo responsabilidade dos empregadores. Dessa forma, através de uma contratação via CLT deve depositar o mínimo de 8% do salário mensal a ser recebido por esse funcionário.
Cabendo então a uma empresa de instalações elétricas transferir esse valor de forma constante para a conta desses funcionários, a ser aberta por meio da Caixa Econômica Federal, sendo o local no qual essa reserva financeira será armazenada.
Agindo de forma similar a como funciona a contribuição em cima da Previdência Social, a garantir a futura aposentadoria de tais funcionários. Com o saque do FGTS ocorrendo principalmente em uma demissão sem justa causa.
No entanto, existem outras possibilidades no qual o saque total desse valor é permitido, sendo eles:
- Aposentadoria;
- Investimento em uma casa própria;
- Encerramento da empresa empregadora;
- Doenças graves em relação ao trabalhador ou parentes diretos.
Em caso de uma rescisão de comum acordo, por exemplo, um funcionário que atua com o serviço de instalação de câmeras de segurança, e que precisa se afastar de tal empresa, para se educar para outro país, o saque do FGTS também é liberado.
Contudo, nesse tipo de caso o valor liberado é correspondente somente a 80% do valor total. De qualquer forma, outros modelos de saque foram sendo disponibilizados pelo Governo Federal, como o saque emergencial do FGTS durante o período da pandemia.
No ano de 2020 foi liberado a qualquer indivíduo que possuísse uma conta ativa no FGTS um saque no valor de até R$ 1045, equivalente ao salário mínimo na época. Montante esse que surgiu como uma boa opção para as pessoas quitarem dívidas de baixo a médio valor.
Uma retirada de valor emergencial, podendo ser feita apenas durante aquele período específico. Contudo, entrava em vigor naquele mesmo ano um novo modelo de saque do FGTS além do saque-rescisão, sendo o saque-aniversário.
