Conheça 5 principais exemplos de renda fixa no Brasil

Publicado por Bussiness Connection - 27/06/2022

Durante décadas, a renda fixa no Brasil rendeu bons retornos. Com os juros altos mais altos, é possível garantir bons rendimentos para quem escolhe essa modalidade de investimento.

Cabe ressaltar que a renda fixa não consiste em um único investimento, mas em uma categoria que inclui tipos diferentes de ativos, que se adequam a diferentes perfis de investimentos e proporcionam resultados amplos.

Se você é uma pessoa interessada nesse assunto, deve ler este guia. Ele detalha essa grande categoria de investimentos, diferencia os produtos e mostra o quanto são rentáveis. Por fim, te deixa pronto para escolher a melhor opção para o seu caso.

O que é a renda fixa?

Basicamente, a principal diferença da renda fixa é que no momento da compra, já é possível estimar quanto ela vai render para o comprador.

Você pode não saber exatamente quanto lucro obterá no final do período de investimento, mas sabe que haverá alguma recompensa.

Esse tipo de investimento geralmente é recomendado para quem não está familiarizado com o mundo dos investimentos ou tem menor resistência a risco. Isso ocorre porque os riscos associados são geralmente menores do que em outros contextos.

Assim, ao comprar um título de renda fixa, o dono da empresa de engenharia civil já consegue estimar seus ganhos e reduzir o reisco de perda de capital.

De modo geral, nesse modelo de investimento as cotas adquiridas funcionam como se o investidor estivesse emprestando dinheiro para alguém, como para um banco privado.

Em troca, ele pretende recuperar o investimento futuramente acrescido de juros. Esta é a compensação pelo tempo em que o recurso foi emprestado.

Os termos desta transação (condições, preços, índices de referência, detalhes de como os títulos são negociados, etc.) são combinados desde o início.

O emissor do título, ou devedor, pode ser um banco, uma empresa ou o próprio governo (no caso do tesouro, por exemplo).

Quais são os tipos de renda fixa?

Existem várias maneiras de investir em títulos. Para criar reservas emergenciais, arrecadar capital ou planejar a aposentadoria, por exemplo, a renda fixa tende a ser bastante atrativa.

Conheça os 5 tipos principais de renda fixa.

  1. Poupança

A poupança é o investimento mais usado pelos brasileiros. Para começar a investir, basta ter uma conta corrente em qualquer banco, visto que essa opção geralmente oferece uma conta poupança vinculada. 

Também é possível abrir uma conta exclusivamente poupança, não incluindo custo de abertura ou manutenção.

Essas economias estão isentas de imposto de renda pessoal, mas os retornos podem ser menores do que outros investimentos.

A rentabilidade leva em consideração o valor depositado na data da renda mensal.

Isso significa que, se você fizer um saque antecipado, sua renda será calculada com base no valor restante na conta.

  1. LCI (Letras de Crédito Imobiliário)

Quando um banco empresta dinheiro a um cliente para arrecadar dinheiro para comprar um imóvel ou para realizar reforma e decoração apartamento, na verdade ocorre um empréstimo imobiliário.

Em geral, esses empréstimos têm taxas de juros mais baixas do que outros tipos concedidos pelos bancos, principalmente porque o imóvel é a garantia desse empréstimo. 

Para financiar esta hipoteca, o banco emite um título chamado LCI. Este título é adquirido por investidores que desejam um retorno modesto sobre o capital investido.

Ou seja, o investidor adquire as letras de crédito, e o valor investido é direcionado para os empréstimos cedidos pelo banco, em troca de rendimentos específicos.

Alguns desses títulos possuem opção pendente de pagamento, com base em um determinado percentual e taxa, como é o caso do CDI. Também pode haver opções de taxa de juros fixa, cujos rendimentos já estão fixados na data de vencimento.

  1. CDB (Certificado de Depósitos Bancários)

Assim como o LCI, os CDBs são títulos de dívida bancária emitidos para fornecer o capital que os bancos precisam para conceder empréstimos a escritórios de assessoria contabilidade, por exemplo.

Os bancos captam os recursos e pagam uma taxa atrelada à Selic em troca, então precisam disponibilizar crédito com juros altos para gerar lucro.

Em geral, os títulos emitidos por grandes bancos recompensam os investidores a uma taxa menor do que a Selic, um dos principais indicadores financeiros.

Por outro lado, bancos pequenos que demandam muito mais recursos quase sempre têm recompensas que superam a taxa Selic. Isso às vezes pode ser uma boa oportunidade para fabricantes de cordoalha de aço e pessoas físicas realizarem o investimento considerando objetivos de médio e longo prazo.

Para que o capital seja garantido nesses casos, é necessário estar atento às restrições do FGC. Atualmente, ele garante um seguro para investimentos de até R$ 250 mil por CPF, se o banco que emitiu o título falir.

  1. Debêntures

São títulos de dívida emitidos por grandes empresas para financiar projetos de expansão.

Esta é a maneira mais fácil para a manutenção de elevadores levantar dinheiro de investidores sem um empréstimo bancário. Em caso de falência, o credor receberá os fundos primeiro.

Esses títulos são tipicamente indexados ao CDI ou à taxa Selic. No entanto, está sujeito ao imposto de renda.

Existem alguns títulos que são isentos de impostos. É o caso dos debêntures de infraestrutura (incentivos).

Investir em debêntures geralmente é muito fácil. Basta abrir uma conta em uma corretora legalizada pela CVM e começar a negociar esses títulos na própria plataforma da corretora.

Eles podem ser adquiridos tanto no mercado primário (no momento da emissão) quanto no mercado secundário (negociação de títulos entre investidores).

  1. Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa de compra e venda de títulos federais que democratiza o acesso da população a esse tipo de investimento, permitindo valores a partir de R$ 30 e tornando-o um dos investimentos mais seguros do país.

Além disso, o Tesouro Direto não se limita a um pequeno número de instituições financeiras. Os investidores podem aplicar através de vários bancos e corretoras e diretamente junto aos órgãos de investimento, como a B3.

A plataforma possui diversas opções de títulos públicos vendidos para diferentes perfis de investidores.

Nesse caso é possível escolher entre uma variedade de indicadores (como IPCA ou CDI), vencimentos e fluxos de recompensa.

Em todos esses modelos, é possível avaliar opções de maior ou menor liquidez, o que é importante para casos de reservas de emergência. Afinal, nesse caso, é preciso ter fácil acesso de saque sem que isso comprometa muito o rendimento.

Cabe ressaltar, ainda, que a renda fixa geralmente apresenta um rendimento menor que os modelos de renda variável. Contudo, agrega mais segurança ao processo de investimento.

Qual tipo de renda fixa devo escolher?

Agora que você está ciente das características dos tipos principais de renda fixa, siga a leitura e entenda como escolher a melhor forma de investimento para você.

Avalie os retornos

Os retornos variam muito dependendo dos ativos que você investe. Por esse motivo, a aplicação precisa ser adaptada com precisão aos objetivos, necessidades e aceitação de risco do investidor.

Nesse sentido, a finalidade dos recursos aplicados poderia ser proteger contra a inflação, ultrapassar o índice de referência (CDI), ou simplesmente economizar o valor para adquirir brindes personalizados para iniciar um negócio. O tempo e o rendimento também devem ser avaliados nesse contexto.

Analise a liquidez

Outro aspecto de fundamental importância é a liquidez de cada fundo. 

Com isso em mente, é essencial saber em qual tempo estimado o dinheiro estará disponível a partir de uma solicitação de reembolso.

Certos fundos possuem prazos bem diferentes entre si. Os mais curtos têm liquidez todos os dias e o dinheiro fica disponível em um dia. Contudo, outros são de 30 dias e o maior intervalo varia entre 90 a 180 dias. 

Assim, é preciso garantir, nos de maior prazo, que esse valor não será necessário em um curto espaço de tempo.

Informe-se sobre o custo

Outro ponto muito importante é o custo associado ao investimento no fundo de sua escolha.

Dependendo da categoria de investimento selecionada pelo gestor de conexão remota, alguns fundos podem cobrar taxa de performance.

No entanto, não vale a pena se preocupar muito com essa métrica. Dependendo de como o fundo é administrado, um veículo que paga uma taxa de administração de 2% pode oferecer vários veículos que cobram 1%.

O que importa é o valor do saldo líquido deixado no bolso do investidor.

Estabeleça um prazo

Ao investir em reservas de emergência, é importante escolher uma aplicação em que o capital esteja sempre disponível. Dessa forma, você pode resgatar seu dinheiro e usá-lo em situações mais urgentes.

Por outro lado, se o seu investimento for para adquirir filtros a vácuo, o processo de aquisição pode se dar em um período mais longo.

Portanto, você pode procurar opções com vencimentos longos e baixa liquidez. Por isso, entender como definir prazos pode te ajudar a tomar melhores decisões de investimento conforme os objetivos.

Priorize investimentos que o FGC cobre

O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) possui diversos títulos que garantem contribuições de até R$ 250 mil caso algo aconteça com a instituição financeira que emitiu os títulos. Por esse motivo, esses ativos são considerados de baixo risco.

As categorias que apresentam garantias são as seguintes:

  • CDB (Certificado de Depósito Bancário);
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letra de Crédito Agrícola);
  • LC (Letra de Câmbio);
  • RDB (Recibo de Depósito Bancário);
  • LI (Letra Imobiliária);
  • LH (Letra de Hipoteca). 

Já os tipos de títulos que não têm cobertura do FGC são debêntures, CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), Fundos de Investimento em renda fixa e até Tesouro Direto.

Escolha o melhor indicador

Muitos investidores acreditam que precisam escolher uma métrica para estimar qual investimento gerará mais lucro.

No entanto, se você comprar um título ou uma alternativa híbrida, não terá certeza de qual é mais lucrativa. Então, é uma boa ideia mudar o foco e tentar proteger sua riqueza.

Por exemplo, se você quer se proteger da inflação, títulos vinculados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) podem ser mais adequados.

Também é importante entender por quanto tempo cada indicador é mais útil, considerando objetivos e rendimentos de curto a longo prazo para não perder poder de compra.

Conclusão

Neste artigo, primeiro tivemos a oportunidade de mergulhar nos principais tipos de renda fixa.

Depois, chegamos às dicas para fazer a melhor escolha dentre os tipos de investimentos listados, conforme os objetivos e perfil de investidor.

No entanto, lembre-se de que este resumo de informações é apenas o primeiro passo em sua jornada de conhecimento de investimentos.

Trabalhe em tópicos, passe horas acompanhando notícias econômicas e o que todas as siglas mencionadas significam para criar o melhor valor para o seu dinheiro. Afinal, uma boa carteira deve ser variada e se adequar ao seu perfil, o que demanda constante aprendizado e acompanhamento para ter decisões mais acertadas.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Business Connection, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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